Arquitetura industrial

Foto ilustrativa *blog ipog


Olhe ao redor, tudo que você vê nas construções que o cercam tem a interferência de um arquiteto. Em geral, quando pensamos em buscar o caminho da arquitetura, somos guiados por uma vontade de planejar e construir e temos nossas inclinações voltadas para o ramo da decoração de interiores mesclada ao da construção civil.

No entanto, existe um ramo da arquitetura que está longe de ter sua aplicação voltada para a área de moradia e habitação. A arquitetura industrial envolve todo o projeto e a criação de empreendimentos ligados aos avanços obtidos pela revolução industrial.

A definição parece estranha a princípio, mas significa o planejamento e acompanhamento da construção das edificações do setor industrial. Trata-se de uma forma de arte que não recebe a mesma atenção já que o resultado do seu trabalho acontece dentro de parques industriais, geralmente em áreas remotas ou isoladas da população.

Ainda que pouco conhecida, a arquitetura industrial tem uma área de atuação muito rica, projetando todas as etapas do processo produtivo, junto ao especialista na área. O arquiteto atua em conjunto com diversos outros profissionais para atingir a melhor solução para a produção.

Trata-se de um setor estratégico, a partir do momento em que os projetos nesta área de arquitetura industrial resultam no aprimoramento dos processos produtivos e, consequentemente,busca:
. otimização de processos produtivos
. redução de custos produtivos
. redução de perdas na produção
. maior segurança aos operários
. melhoria da automatização

Entre alguns exemplos de projetos, encontramos as usinas, fornos, siderúrgicas, destilarias, refinarias, armazéns e hangares. Há ainda situações em que a construção da edificação que abriga uma fábrica deve ser repensada por causa da mudança do produto que ela irá produzir. Essa adaptação será levada adiante por um arquiteto industrial, que irá aplicar as especificidades de cada processo produtivo ao espaço.

Até a revolução industrial, os arquitetos, então chamados de projetistas, estavam voltados à produção de grandes monumentos, fortificações e igrejas. Os grandes desafios arquitetônicos eram religiosos e militares. Após o início de uma nova era dominada pelo crescimento industrial, pouco a pouco, o setor produtivo foi recebendo o interesse dos profissionais da área.

No começo, as construções industriais eram, predominantemente, construídas em formatos retangulares, com o emprego de pedras e tijolos nas paredes e, quando muito, um revestimento de gesso na área interna. Não havia nenhum estímulo para construção de forma diferente e muito menos para aliar elementos puramente decorativos ao ambiente industrial.

No século XX, com o setor industrial consolidado e a hegemonia de algumas empresas em seus setores é que se começou a investir no planejamento de novos parques industriais construídos com o intuito específico voltado para seu setor de atuação.

Hoje, inúmeras indústrias empregam arquitetos industriais para criar plantas diferentes, aliando a identidade visual da empresa a edificação de sua sede ou fábricas. É um mercado que pensa o espaço de forma inovadora e busca aliar o conforto ao aumento da produtividade dos trabalhadores.
Além disso, elementos que antes eram característicos do setor produtivo passam a fazer parte da residências de muitas famílias. Hoje, essa tendência se manifesta no uso de: telhados e tubulação aparente; espaços abertos, sem divisão de cômodos; parede de tijolos; uso de cimento como revestimento
valorização do metal e da madeira aparente.

O mercado já se adaptou e, atualmente, essa onda da arquitetura industrial mesclada ao ambiente doméstico e comercial já se popularizou de tal forma que é possível encontrar móveis no estilo dentro dos principais polos de decoração, sendo um mercado promissor até para os jovens arquitetos que gostam dos projetos de interiores.
Paula Ramagem/FundaçãoUniversia