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São em momentos de crise como esse que estamos vivendo, que acontecem mudanças nos negócios, nas relações de trabalho, nos empregos e em outras esferas da vida. De forma geral, crises provocam inúmeras mudanças a longo prazo.

A peste negra, por exemplo, impactou uma sociedade inteira. Já a crise causada pela queda das torres gêmeas mudou a forma como nos transportamos via aérea, com novas medidas de segurança. Por fim, a Segunda Guerra Mundial abriu espaço e impulsionou a entrada das mulheres no mercado de trabalho.
Olhando a história de todas essas crises, notamos que esses eventos geraram mudanças profundas em toda uma sociedade, com novos hábitos de consumo e trabalho. É difícil prever como a COVID-19 moldará nossa sociedade, mas é plausível projetar que haverá mais cuidados com higiene e saúde, novas tendências nacionalistas, equilíbrio entre profissão e família, crescimento do trabalho remoto e consciência e hábitos digitais.

– a confusão;
– a aceitação e adaptação;
– a preparação; e
– o retorno.

Em um primeiro momento, começa a circular o assunto e as pessoas passam a buscar informações. Depois, aceitam a realidade como uma situação temporária e começam a se abrir para novas ideias. No terceiro estágio, as pessoas entendem o impacto a longo prazo e fazem estratégias para a Era pós-pandemia. Por fim, traçam objetivos claros, reavaliando a vida profissional e como poderão lidar com esse “novo normal”.

O que já aconteceu com economias que passaram por isso?
De acordo com um estudo realizado pela McKinsey em maio deste ano, cinco tendências são observadas na China pós-pandemia: a digitalização, o declínio da exposição global, maior competição, maturidade de consumo e intensificação do setor privado e social.

Ou seja, ferramentas digitais se tornaram populares — tanto no B2C quanto B2B —, o país passou a focar na produção e consumo internamente e ficou claro que empresas mais ágeis obtém vantagem. Além disso, a geração jovem experimentou sua primeira crise e foi forçada a pensar mais sobre seus gastos. Por fim, o setor privado e empresas de tecnologia desempenharam papel crucial na recuperação econômica.

A digitalização veio para ficar
De forma geral, a crise acelerou, tanto na China quanto em outros países, uma digitalização, reduzindo interações físicas. Isso impactou atividades como telemedicina, ensino à distância, atendimento remoto e home office. De acordo com Mauricio, estamos vivendo uma mudança muito grande na forma como trabalhamos e nos relacionamos com nossas atividades profissionais.
“Estamos entrando na economia da objetividade. Ou seja, de tomar decisões cada vez mais rápidas e objetivas”, ressalta Benvenutti. Dessa forma, empresas migraram para o digital rapidamente, adaptaram seu modelo de negócio e estratégia de vendas. Além disso, se deram conta de que o conteúdo importa e que o tempo virou luxo — ou seja, tudo acontece de forma acelerada.

É preciso desenvolver 4 habilidades
De acordo com a consultoria McKinsey, os profissionais que desejam prosperar neste período de pandemia e também depois dela devem desenvolver quatro soft skills.

A primeira é conhecimento digital. “Entender como o mundo digital funciona, como se faz promoção de produtos online e como desenvolver novos projetos nesse universo é muito importante”, ressalta Mauricio Benvenutti, da StartSe.
A segunda é habilidade cognitiva de alto nível — ou seja, o pensamento crítico para avaliar, perceber e decidir as coisas.
Já a terceira destacada pela consultoria é skill social e emocional. “É a capacidade de se colocar no lugar do próximo, controlar emoções e entender o sentimento das pessoas ao seu redor”, explica Benvenutti.
Por fim, uma das mais importantes: adaptabilidade. “É saber se comportar em um ambiente volátil e conseguir trabalhar de diferentes formas nos mais variados períodos da história”, completa Mauricio.
Todas essas competências são essenciais para empresas que desejam passar por todas as etapas da pandemia, confusão, aceitação, adaptação, preparação e retorno.
Só que elas precisam de você, da sua ajuda e suas novas habilidades e competências para enfrentarem isso.