Qualidade de nosso espírito que nos permite distinguir o verdadeiro do falso, o certo do errado

Foto: Acervo pessoal

Qualidade de nosso espírito que nos permite distinguir o verdadeiro do falso, o certo do errado. “O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída” (Descartes). Às vezes Descartes denomina o bom senso de “luz natural”. Na maioria dos casos, chama-o simplesmente de razão, instrumento geral do conhecimento que é capaz de “julgar e distinguir bem o verdadeiro do falso”

Esta faculdade de razão é comum a todos os homens, mas que neste momento, vemos claramente a dificuldade de muitos em exercê-la.

Quando busco entender o que realmente uma palavra, expressão ou conceito quer dizer, gosto de beber no nosso passado, e nutro uma verdadeira paixão pela base de tudo. Por isso, vou sempre em busca da etimologia das palavras.

Vejamos, então, em que consiste o bom senso. É tema de uma das investigações éticas de Sócrates, no Cármides, de Platão. Pretende-se saber aí o significado de sophrosyne, que podemos traduzir por “autodomínio”, “moderação”, “sensatez”. Não se chega a uma definição segura. A investigação será retomada por Aristóteles, através dos termos phronesis e eusunesia. O termo phronesis está na origem da nossa prudência, mas tende hoje a ser traduzido por “sabedoria prática”, “sensatez”, “racionalidade prática”.  Por sua vez, eusunesia resulta da composição do prefixo eu (que significa ‘bom’, ‘bem’, ‘verdadeiro’…) com o sufixo sunesis (cujo significado é ‘compreensão’, ‘entendimento’, ‘discernimento’…). Eusunesia significará, desta maneira, “boa compreensão”, “bom entendimento”, “correto discernimento” ou mesmo “sensatez”.

Importância de termos valores e uma relação do que é certo ou errado

Foto: Acervo pessoal

Muito do que achamos sensato ou prudente vem de acordo com a forma que nos foi introduzido o sentido do certo e errado, dentro dos valores que recebemos, seja na nossa família, educação, governo, religião, ou o que aprendemos quando vivemos em sociedade. Daí a importância de termos valores e uma relação do que é certo ou errado, pois vivemos em sociedade. Existe diferentes formas e normas do que é certo ou errado, dependendo do país, da religião ou dos ideais onde fomos criados. Mas, o que está acontecendo, neste momento, é que fomos todos metidos no mesmo saco, vivendo todos a mesma situação, que pelo visto não tende a se amenizar tão rapidamente.

Estamos neste exato momento, aqui na Europa, mais precisamente em Portugal, onde moro – no meio da segunda onda da Pandemia COVID 19. Sobre o estado de emergência recém decretado, já foi avisado, agora, que não será de curta duração. Por enquanto, a ideia é conter o convívio no presente, para tentar salvar o Natal. Nos finais de semanas, neste período, só será permitida a circulação de pessoas até às 13h, ou seja, às 13 – já temos de estar em casa ou a caminho dela.

Sei que existe um cansaço, uma vontade enorme de ter e dar carinho, de conviver, de ser feliz! Mas, aqui, pelo fato de no verão termos tido um afrouxar das regras, temos, agora, a conta a pagar.

Muito do que achamos sensato ou prudente vem de acordo com a forma que nos foi introduzido o sentido do certo e errado

Foto: Acervo pessoal

Muitas das contaminações estão sendo feitas por uma simples convivência familiar e de amigos, algumas até dentro de casa mesmo, pois, em família, nos sentimos seguros e, daí, damos aquela relaxada, e num minuto já estamos sem máscara – e manter a distância fica sempre mais difícil.

Eu também estou cansada, mas continuo tendo cuidado. Minha filha Carol começou com as aulas presenciais em meados de setembro e, desde então, nunca mais a abracei. Não… Minto! Estes dias, na missa, as duas de máscara, dei um abraço nela e chorei, pois, dói não poder tocar e sentir a pessoa que amamos.

Vejo no Brasil um “déjà-vu”, pois mal começou o calor e as pessoas já começam a conviver, saindo para rir, interagir, beber, conviver – seja o que for. Podemos sair, sim, mas nunca deixando de estar alerta. Daí, a importância e a compreensão de termos bom senso, além da boa e velha paciência à qual me referi em outro artigo de quando aqui começamos a entrar nos convívios de verão.

Bom Senso, Paciência e Respirar.

Foto: Acervo pessoal

Até mudarmos os nossos reflexos, ao que estamos acostumados, como abraçar, falar de perto, comer um pedacinho do que o outro está comendo de bom, enfim, de nos condicionarmos que temos que agir de forma diferente, o “Bom Senso” tem que prevalecer e estar em primeiro lugar.

Repetir o que é importante nunca é demais. Vamos ter que ter:

Bom Senso, Paciência e Respirar.

A respiração é uma grande aliada, uma ferramenta maravilhosa para termos autocontrole e trazer à mente, a razão, a prudência, a sensatez e o discernimento para agirmos com moderação e termos o domínio da situação.

Respire e siga com lucidez.

Thaís de Campos

Atriz, diretora, professora, produtora, mãe, mulher e alguém que pode e quer crescer junto com você.

Anuncie aqui!
Anuncie aqui!

Receba nossas novidades

Inscreva-se! É bem fácil, basta preencher com as informações solicitadas.

    Nós não fazemos spam. Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

    Quer ter sua matéria publicada aqui?

    Envie suas pautas para imprensa@tatianamaximo.com.br, que após aprovação, teremos prazer e colocá-la em nosso blog.

    Quer contratar nossos serviços?

    Sua marca ou evento pode estar sendo divulgado por nossa equipe ou pela própria Tati. Entre em contato com contato@tatianamaximo.com.br