Entrevista com Flavia Pitella, criadora do “Terapia Pra Tds”
    1. Por que você acha que falar sobre saúde mental ainda é um tabu na sociedade?

    R: O tabu se cria quando se joga uma ideia errada sobre um assunto para um grupo de pessoas sem conhecimento, e aquilo de alguma forma se espalha como verdade, fazendo com que os outros não perguntem o porquê de tal conceito.

    Falar de Saúde Mental no presente momento que vivemos acaba indispensável para quebrar esse tabu que se mostra diretamente ligado a ignorância de uma sociedade completamente desinformada, e esnobe, a ponto de rejeitar os seus próprios “defeitos” mesmo sabendo que tudo tem consequências.

    Infelizmente vivemos numa sociedade global que não só não procura o conhecimento, mas também se limita ao senso comum e ao que as mídias impõe e dispõe de informações sobre este ou aquele assunto.

    Na atualidade, pessoas que ainda acham que quem faz terapia é louco, ou é uma futilidade cara e desnecessária, ou ainda que só quem tem acesso é a burguesia, tudo isso é o mesmo que tapar o sol com a peneira ou jogar os problemas pra debaixo do tapete de deixá-los lá como se ninguém percebesse o mal que estes causam pra qq um.

    De certa forma o TERAPIA PRA TDS, também funciona como um canal simples e direto, que tenta disseminar o conhecimento e desmistificar as inverdades criadas e acreditadas por aqueles que por alguma razão acreditam não precisarem ou mesmo não poderem ter acesso à uma SAUDE MENTAL de qualidade. Sem se conscientizar propriamente, quem é atendido por nós, também acaba sendo um portador e motivador desse conhecimento para terceiros, o que torna nossa trabalho de conscientização da importância do equilíbrio psíquico, multiplicado em dezenas e centenas de vezes.

    1. As pessoas tendem a criar estereótipos para aqueles que fazem Terapia. Como desmistificamos esse “perfil do louco” que criamos em nosso imaginário? Quem precisa de Terapia?

    R: A gente desmistifica dando informação, fazendo com que as pessoas conheçam melhor a área da SAÚDE MENTAL e todos os seus detalhes e poréns. Tabus são apenas criados com o desconhecido, uma vez que temos acesso a qualquer informação válida e verídica, o tabu cai por terra como crendices da ignorância.

    Como nosso nome diz claramente, e até por isso ele foi escolhido para nos representar e simbolizar tudo aquilo que acreditamos, a terapia é para ser de acesso de todos, sem exceção ou pré-indicação. Ao nosso ver, trata-se de uma questão de SAÚDE PÚBLICA e deveria ser concedida indefinidamente a todos que julgarem precisar e para aqueles que por conta de suas enfermidades de fato necessitam obrigatoriamente.

    Todo mundo tem uma questão na vida. A nossa realidade nos cobra, não nos dá tempo, nos enche de informação, não nos deixa pensar, é muita cobrança e pressão de todos os lados de nossas vidas, seja na vida profissional, familiar, social e/ou afetiva. As pessoas acabam vivendo num modo automático, não olhando para si, e não vendo quais são suas reais necessidades. A terapia funciona como válvula de escape para uns, como despejo de lixo mental para outros, como desenvolvimento interno para terceiros, como amadurecimento para mais outros, como espaço para refletir se conhecer e se aceitar, como um tipo de “cura” ou curativo para as feridas e marcas que a vida nos promove, entre mil outras utilidades que essa se propõe a promover.

    1. A acessibilidade aos tratamentos psicológico e a Terapia podem ser bastante dificultados pelos altos custos. Poderia contar como o Terapia pra TDS funciona?

    R: Nossa missão, nada mais é que, nos tornarmos um grande facilitador do “encontro” entre pacientes, que não têm condições de pagar o valor integral de uma consulta com um profissional qualificado, mas que desejam profundamente por alguma razão doença ou questão de forum íntimo, fazer terapia. Buscamos fazer com que todos entendam que terapia não é um artigo de luxo.

    Divulgamos e disseminamos esse ideal, através das redes sociais como nossos posts, ou em palestras e rodas de conversa, o máximo de conhecimento a respeito de temas essenciais quando tratamos de SAÚDE MENTAL.

    Em nosso site divulgamos as localidades para que os pacientes possam ver qual melhor os atende, e assim possam se inscrever facilmente para uma vaga em uma de nossas unidades espalhadas por todas as cidades onde já atuamos. Nossa Coordenação está sempre atenta a fechar parcerias que auxiliem o trabalho psicoterápico, pois acreditamos no tripé da SAÚDE MENTAL, o qual conta com 3 aliados indispensáveis: a terapia por si mesma + exercício físico + produzir (neste caso vale ser estudando ou trabalhando).

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    1. Em grandes festas, como o Carnaval, é possível encontrar um sentimento de felicidade exacerbado com um mix de muita bebida alcoólica. Essa combinação gera de fato um momento para mascarar traumas e personalidades? Como entendermos o perfil dos “briguentos”?

    R: Podemos entender o conceito lógico perante a Psicologia, de que o real significante do Carnaval e suas “máscaras”, é na verdade uma rota de fuga para muitos apresentarem o que de fato sentem e são por si mesmo. É possível entender claramente que a diferença e as afinidades com os rostos encobertos, apenas a fantasia a mostra, que o real do “gozo” está em poder ser quem quisermos e como quisermos.

    Através de uma análise cultural e da arte, refletirmos que o mundo, o ser humano, sua evolução e a própria identidade de cada um, frente às inúmeras possibilidades existentes de poder, de caráter, de escolhas e de se conhecer como sujeito ultrapassa o limite do aceitável muitas vezes pela sociedade.

    Para a Psicologia, máscaras são as atitudes sociais que precisamos assumir nos mais diferentes tempos e espaços da sociedade contemporânea bem como extemporânea. Essa máscara social não precisa ser efetivamente um objeto concreto para colocar no rosto, mas pode ser uma canção, uma palavra, uma atitude, um acessório cênico, entre outros. Daí os “brigões”, em meio a todo o cenário favorável formado, despejarem toda raiva e angústia que os consome internamente, e que eles mesmo as oprimem no Inconsciente, buscando disfarçar sua revolta as regras sociais da boa convivência.

    Hoje a máscara ainda é acessório importante em nossa sociedade: é utilizada em festas folclóricas, rituais sagrados e outras situações que expressam uma tradição cultural. Neste tipo de festas as máscaras são utilizadas com várias finalidades, desde o louvor a uma entidade superior, como para divertimento popular. Mas na maioria das vezes, os mascarados são dotados de performances cheias de ações imprevistas, desordeiras e provocadoras do riso que contrastam com o lado sério das celebrações, como é o caso dos palhaços.

    A fantasia do mascarado não se opõe à verdade. Mostra uma face do sujeito, talvez aquela que o sujeito deseja desconhecer, ou desconhece sem saber de seu desejo. O sujeito é representado pelo que o outro entende como significante deste, pois ele mesmo é inatingível como “real”. Daí uma eterna pergunta: até onde se pode saber quem está e quando está sob qual máscara?

    1. Poderia falar um pouco sobre o que seriam traumas?

    R: A palavra trauma pode se referir a várias coisas diferentes. Trauma psicológico é uma experiência dolorosa externa que causa danos em nosso interior. As razões para sofrer um trauma podem variar amplamente, e igualmente, os sintomas após tal evento também variam de pessoa para pessoa. Tal como acontece com a maioria das condições de saúde mental, a experiência é diferente para todos, e o trauma pode se manifestar de várias maneiras distintas.

    Ele pode ocorrer por várias razões, incluindo:

    * Trauma físico;

    * Assédio físico, mental e sexual;

    * Situações embaraçosas;

    * Abandono;

    * Relacionamentos Abusivos;

    * Assaltos (incluindo assalto armado e sequestro);

    * Abuso e violência sexual;

    * Intimidação, como violência doméstica ou ser vítima de um pai alcoólatra, por exemplo;

    * Ser testemunha de eventos violentos (principalmente na infância);

    * Situações de risco de vida;

    * Presenciar desastres (naturais ou não como terremotos, furacões, incêndios, desmoronamentos, a queda de um avião etc);

    * Exposição a longo prazo a situações altamente insalubres, como pobreza extrema;

    * Abuso verbal;

    * Violência extrema, como guerra ou ataques terroristas;

    * Acidentes (incluindo acidentes de carro ou acidentes de trabalho).

    Cada pessoa lida e reage de forma diferente a um trauma, o qual por sua vez se manifesta de várias maneiras diferentes em cada um. Por isso, ao sermos confrontados por estes, pode-se ser bastante difícil lidar com as emoções que estes causam. Para cada pessoa há uma forma específica única e individual para superar seu trauma.

    1. Por último, mas não menos importante. Como podemos participar desse projeto incrível do Terapia pra TDS?

    R: Tanto como Paciente que buscam terapia individual, quanto para empresas e instituições que buscam nossas palestras ou rodas-de-conversa, bem como um Psicólogo que queira se candidatar para uma vaga de profissional de uma de nossas equipes espalhadas por várias cidades de todo Brasil, basta entrar no nosso SITE, fazer a inscrição completa no campo correto. Dentro de 48hs úteis, seja nossa coordenação, seja um profissional nosso, fará contato para melhor atender a demanda de cada caso.

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