Ser Slow

Movimento Slow

Foto: Acervo pessoal

Muito se fala atualmente sobre o Movimento Slow. Entrou na moda: vários artigos, ongs, alimentação slow, turismo slow, escolas com selos slow da educação, livros slow, cidades slow, festivais culturais – enfim, até parece que é algo super novo, que para estarmos na crista da onda temos que seguir, que ser, postar fotos slow????

Na verdade, o Movimento Slow começou na Itália no ano de 1986, quando Carlo Petrini realizou um protesto contra a inauguração de um restaurante McDonald’s na Piazza di Spagna, em Roma. No princípio o movimento foi associado à comida, ao Slow Food, trazendo conceitos ligados a uma boa alimentação, com consumo consciente. Conforme a Slow Food Internacional (https://www.slowfood.com/), os três pilares da filosofia e da produção
alimentar do Slow Food são:

  • BOM: uma dieta sazonal fresca e saborosa, capaz de satisfazer os sentidos e que seja parte da nossa cultura local;
  • LIMPO: produção e consumo de alimentos respeitando o meio ambiente, o bem-estar animal e a saúde humana;
  • JUSTO: preços acessíveis para os consumidores e condições e pagamentos justos para os produtores de pequena escala.

Mas foi com Carl Honoré, que nasceu na Escócia, escritor, palestrante e líder do Movimento Slow no mundo, que o movimento passou a ser uma filosofia de vida. Seu primeiro livro, de 2004, foi In Praise of Slowness  (traduzido para o português em 2005 sob o título “Devagar” ), e nos disse que a filosofia Slow pode ser aplicada em todos os campos da atuação humana, e cunhou a expressão “slow motion”. Honoré descreve o Slow Movement assim:

“É uma revolução cultural contra a noção de que mais rápido é sempre melhor. A filosofia Slow não é fazer tudo a um ritmo de caracol. Trata-se de tentar fazer tudo à velocidade certa. Saboreando as horas e minutos em vez de apenas contá-los. Fazendo tudo o que for possível, em vez de ser o mais rápido possível. É sobre ter qualidade em detrimento da quantidade em tudo, desde o trabalho até a comida e a criação dos filhos”.

O mesmo autor, em outro trecho, adicional sobre o movimento:

“Ser devagar significa controlar os ritmos da nossa vida. É você que decide em que velocidade deve andar em determinado contexto. Se hoje eu quiser andar depressa, vou depressa; se amanhã quiser andar devagar, vou devagar. Estamos lutando pelo direito de determinar nosso próprio andamento”.

Isso me faz lembrar um ditado oriental que ouço desde criança: “Ando devagar porque estou com pressa”.

Grande verdade! Até se quisermos as coisas com rapidez, temos que fazer com calma, para não correr o risco de ter que voltar a fazer novamente por cometer erros de quem não se permite ver o que está acontecendo.

Ver, sentir, poder ser, é o que na realidade temos que buscar. Para a mim, a filosofia Slow nada mais é do que um parar e tomar o controle da sua vida, não se deixar levar, não correr para alcançar algo e com isso deixar todas as etapas da vida sem serem vividas. É tão fácil nos deixarmos levar. Tudo hoje em dia pede prontidão, ação, realização, sermos os melhores para termos e não por que queremos ser: temos que ter. A cultura do TER nos faz apenas querer ter mais e mais, e quando conseguimos TER, aquilo fica muito rapidamente desinteressante. Pois não preenche a lacuna, o vazio do sentir – o ter tem que estar associado ao sentir.

Movimento Slow - Alimentação Saudável

Foto: Acervo pessoal

Uma das vertentes do movimento Slow está associada ao consumo, ao ter coisas com mais qualidade e menos quantidade, à valorização de marcas com responsabilidades ambientais e sociais, dando valor aos produtos manuais, movimentando uma sociedade fora dos produtos em alta escala.

A corrida louca do mundo foi freada por algo maior, esta Pandemia, que fez com que analisássemos o próprio tempo. Fomos obrigados a parar, a olhar, a sentir falta de tantas coisas simples que não víamos, mas eram na realidade o que nos preenchiam; o convívio, o afeto, o tocar. Paramos todos e percebemos que ser Slow não é moda, é necessário para a saúde do planeta, para a nossa saúde e convivência futura, e, para isso, temos que mudar o nosso olhar e foco.

Sim vamos ter o foco no que realmente nos deixa feliz e nos preenche.

Leia mais, colecione experiências ao invés de coisas, faça algo que lhe abrande e lhe faça desacelerar: Yoga, tricô, jardinagem, pintura, corra, medite, cozinhe o seu alimento com amor e, mais uma vez, RESPIRE!

A respiração é um grande aliado para o controle das nossas emoções, do nosso ritmo, da nossa vida!

Eu me considero uma adepta ao movimento Slow, e você?

Vou deixar você pensando nisso enquanto vou fazer o meu almocinho: um carril vegano. Hummmmm… Querem a receita?

Thaís de Campos

Atriz, diretora, professora, produtora, mãe, mulher e alguém que pode e quer crescer junto com você.

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