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Notícias curtas de economia

• No fim do pregão de hoje, o Ibovespa reverteu a correção, encerrando o dia a 87.402 pontos. Essa marca representa um avanço de 6,36% na semana e 8,57% no mês, a melhor performance para maio desde 2009. No ano, no entanto, a performance segue negativa em 24,42%.

• O S&P 500 subiu hoje 0,48%, aos 3.044 pontos. O índice também colheu a maior parte da performance mensal (de 4,53%) na última semana, que apresentou alta de 3,01%. Contra o fechamento de 2019, o índice ainda tem queda de 5,77%.

Noticiário Político-Econômico

• A semana teve início em tom de otimismo, diante da concretização de medidas de reabertura econômica nos EUA e países europeus, além do Reino Unido. Com feriado em alguns países na segunda-feira, o clima dos primeiros dias permaneceu ameno, com destaque para anúncios de mais estímulos fiscais e monetários no Japão e na Zona do Euro. Um bônus para cidadãos que encontrassem empregos também foi ventilado no Senado norte-americano, reiterando a mensagem de que a injeção de capital será o novo normal no mundo pós-pandemia.

• O otimismo, no entanto, deu lugar à apreensão à medida que tensões entre EUA e China escalaram, após a decisão do governo de Xi Jinping de implementar uma lei de segurança nacional sobre Hong Kong diante de protestos pró-democracia. Em discurso na sexta-feira, Trump anunciou que pretende retirar o status de território autônomo da região, o que na prática reduziria a autonomia política e econômica do atual centro financeiro global na Ásia. Por outro lado, o presidente norte-americano não se manifestou sobre mudanças no acordo comercial firmado com a China no início do ano, o que acabou por reanimar investidores e reverter parte da aversão ao risco.

• Foi destaque também o resultado do PIB norte-americano no primeiro trimestre, que surpreendeu levemente as expectativas para baixo, ao apresentar queda de 5% no período. A queda, porém, era esperada e acabou sendo alvo de menor atenção do que a gradual recuperação de índices de confiança e indicadores de atividade em países desenvolvidos no mês de maio, que sinalizam que o pior pode ter ficado para trás.

• No Brasil, a semana foi marcada também por indicadores de atividade. Com queda de 1,5% do PIB no primeiro trimestre; desemprego atingindo 12,1% (em termos dessazonalizados) em abril e afetando principalmente os informais; e déficit fiscal do setor público consolidado em R$96,8 bilhões no mesmo mês, o cenário que se pinta segue a tendência global de forte recessão econômica.

• Finalmente, no palco político, o foco da semana esteve na repercussão do vídeo de Bolsonaro e seu gabinete ministerial, que parece ter reforçado tendências já existentes entre a base mais fiel ao Presidente versus não-bolsonaristas. Destaque também para a investigação sobre “Fake News” no âmbito do STF, que apura indícios envolvendo ativistas, parlamentares e empresários apoiadores do governo, reforçando o clima tenso entre Planalto e o Judiciário. No âmbito econômico, notícias positivas vieram da concretização do veto de Bolsonaro ao abrandamento de contrapartidas no pacote de ajuda a estados e municípios, enquanto a possível aprovação de extensão de desonerações setoriais até 2021 reforçou preocupações sobre a deterioração do cenário fiscal pós-pandemia.

Impactos

• Como observado ao longo do mês de maio, mercados acionários internacionais seguem ancorando-se em expectativas de uma recuperação vigorosa diante de injeções globais de liquidez sem precedentes. Seguem também otimistas em relação ao pujante setor de tecnologia e à entrega concreta de resultados positivos em meio ao que certamente virá a ser a pior crise global da história recente.

• Por outro lado, no cenário doméstico, mercados se recuperam gradualmente, mas permanecem em patamares historicamente baixos, principalmente se analisados comparativamente a pares globais. Ao invés de desespero, vemos essa situação como potencialmente positiva para os preços de ativos daqui para frente. Isso porque quaisquer melhoras nos fundamentos domésticos ou globais podem levar a uma forte recuperação nos preços de ativos brasileiros (bolsa, câmbio e juros), como vimos nos últimos dias.

Opinião

• Nossa equipe de research fez uma série de reuniões com investidores internacionais na última semana, e destacam os principais desafios elencados pelos estrangeiros, ao mesmo tempo em que pincelam potenciais oportunidades para o atual momento complexo. Confira na íntegra aqui

• Após a divulgação do tão falado vídeo de Bolsonaro e sua equipe, a equipe de política da XP detrinchou os impactos de mais esse capítulo na novela Brasil em uma pesquisa com a população, realizada em parceria com a Ipespe. Cheque os resultados completos aqui.

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